HCM promove manhã com muita diversão e faz alerta sobre as cardiopatias congênitas

10/06/2019

O problema atinge um em cada 120 nascidos no Brasil e é a 3ª maior causa de morte de recém-nascidos no estado de São Paulo

A manhã de sábado, 8, foi de muita diversão e orientação. O Serviço de Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular Pediátrica (Seccap) do Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de Rio Preto promoveu a 2ª Caminhada de Conscientização da Cardiopatia Congênita, na praça do Vivendas, das 9h às 12h. A ação foi aberta à comunidade e teve a intenção de chamar a atenção de todos para os diversos problemas do coração da criança. Os dados são alarmantes. Uma em cada 120 crianças nascidas no Brasil anualmente terá alguma cardiopatia congênita. Elas são, hoje, a 3ª maior causa de morte de recém-nascidos estado de São Paulo.

Com a presença de pacientes e ex-pacientes, além da participação ativa da comunidade e autoridades, Dr. Ulisses Croti, chefe do Serviço no HCM salientou a importância de exames para detectar precocemente qualquer problema no coração da criança. “A Caminhada da Cardiopatia Congênita é muito importante para chamar atenção da população, em especial das mulheres gestantes e daquelas que serão mães, para a importância de realizar um ecocardiograma fetal, ou seja, um exame do coração da criança, após a 20ª semana de gestação. É por meio dele que é evidenciada qualquer anomalia. Outro ponto importante a salientar, é que quando a gestante for ganhar seu filho, que seja no mesmo hospital em que ele será tratado do coração, recebendo assim, todas as orientações necessárias para o cuidado com este bebê. O útero é o melhor e mais seguro transporte para uma criança gerada com problema no coração”, abriu, assim, a cerimônia, o médico cardiovascular pediátrico.

Após o discurso do chefe do Seccap , todos fizeram uma caminhada, de uma volta, na Praça para simbolizar que, quando tratada no tempo correto, os pacientes com cardiopatias congênitas podem levar uma vida saudável e normal.

Organizado pela educadora física da Funfarme Rosana Gobi Bruetto, com auxílio das equipes da UTI Cardiopediátrica do HCM, o evento teve diversas atividades para as crianças com pula-pula, escorregador inflável, contação de histórias, apresentação musical e teatral do grupo Kombinados, aulas de alongamento, de zumba, oficina de tênis de mesa, badminton, oficinas de pipa e de desenho, circuito de exercícios funcionais, pilates solo. Foram distribuídas comidas como pipoca, algodão doce, frutas e, também, teve um workshop sobre comidas saudáveis.

“Um dos nossos focos é mostrar que depois da alta hospitalar, a criança precisa fazer uma reabilitação cardíaca para ter melhor qualidade de vida. Estudamos por mais de um ano como poderíamos fazer isso e, agora, iniciamos o projeto de reabilitação”, explicou Bruetto.

Os americanos da ONG Children’s HeartLink, que oferecem trabalho voluntário de ensino da especialidade para o Seccap há mais de 10 anos e que ajudou a tornar o Serviço uma referência nacional, em diversos países, estiveram presentes e participaram das diversas ações. A presidente da ONG, Jackie Boucher, disse “que nos tornamos uma família, ao longo de tanto tempo de trocas de experiências. Todas as vezes que vimos ao Brasil ficamos muito felizes em ver como o HCM tornou-se referência para outras instituições. É um dos lugares mais alegres que visitamos, dentre todos os países que auxiliamos”.

 

Dados da doença são alarmantes

 

As cardiopatias congênitas acometem uma em cada cento e vinte crianças nascidas vivas no Brasil. Ou seja, dos cerca de 2,3 milhões de crianças nascidas no país por ano, aproximadamente dezoito mil delas nascem com problemas no coração.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, pouco mais de 8 mil crianças são operadas anualmente. "Desta forma, as outras 8 mil crianças brasileiras restantes com o problema não têm condições de serem tratadas, por não terem acesso à Serviços especializados", pontua o chefe do Seccap, Dr. Ulisses Croti.


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