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HCM inicia atividade assistida por cães nesta quarta-feira, 21 de outubro, e recebe elogios de pacientes e acompanhantes - Hospital da Criança e Maternidade

HCM inicia atividade assistida por cães nesta quarta-feira, 21 de outubro, e recebe elogios de pacientes e acompanhantes

21/10/2015

O Hospital da Criança e Maternidade (HCM) tornou-se a primeira instituição de saúde da região Noroeste do Estado a utilizar atividade assistida por cães junto aos pacientes. Na tarde desta quarta-feira, 21 de outubro, as crianças internadas no 6º e 7º andares puderam estar com os cães Lola (Golden Retriever) e Linda (Coker Spaniel) durante uma hora, acompanhados por pais, familiares, enfermeiras e pelas profissionais do Grupo Cão Afeto, responsável pelos animais. Os encontros com as crianças acontecerão, inicialmente, uma vez por mês, com uma hora de duração.

A reação das crianças e seus familiares comprovou o quanto esta atividade é benéfica a eles. Enquanto a filha Bianca, de 7 anos, divertia-se com a Golden Retriever, a decoradora Gisele Salton, de 41 anos, fotografava para enviar à família. “É uma ideia ótima. Veja a alegria de minha filha. Ela tem uma cadelinha, mas não pode conviver com ela por causa da doença. Tenho certeza que ela voltará melhor para o quarto”, disse Gisele, moradora de Nhandeara.

O técnico industrial Marcelo Alves Barbosa, de 34 anos, concorda com Gisele que a atividade com cães só oferece benefícios a todos. A reação da filha Alice, de 4 anos, só confirmada sua opinião. “Adoro cachorro. Agora não quero sair do lado dela”, revelou a menina, observada pelo pai. “Ela está desde agosto internada e poucas vezes vi tão feliz como hoje. Sem dúvida, o contato com os cães só vai ajudar no tratamento”, afirmou Marcelo.

Os resultados desta atividade em outros centros médicos no Brasil, Canadá e Estados Unidos já confirmam isto. O projeto atende padrões internacionais e a legislação brasileira, ressaltam a terapeuta ocupacional e psicanalista Laura Torrezan e a psicóloga Laís Milani, especializada em comportamento canino, responsáveis pelo Grupo Cão Afeto. As visitas dos cães seguem a norma regulamentadora 32 (NR32) de segurança do trabalho para área da Saúde e os protocolos de higienização dos animais. Os animais são vacinados e têm certificado de saúde comprovados por veterinários, além de serem treinados para este tipo de ação.

Além de Lola e Linda, participam da atividade os cães Mel (Yorkshire) e Bud (sem raça definida e único macho do grupo). Como cada cão pode apenas ser assistido por um profissional, haverá um revezamento dos animais. Crianças que não puderem deixar o leito também podem participar, mediante permissão do médico responsável. As profissionais irão com os cachorros de menor porte até o quarto do paciente.

 

 

HCM se preparou para introduzir a atividade

 

Para introduzir a atividade com cães, o HCM e seus profissionais se prepararam com o rigor característico do centro de referência em pediatria e obstetrícia e hospital de ensino que é.

Nos dias 14 e 16 de setembro, cerca de 100 colaboradores do hospital receberam treinamento e orientações sobre o projeto. As informações serviram também para que possam conversar com acompanhantes, pais e visitantes, explicando os benefícios do tratamento com os animais.

 

Benefícios da atividade com cães

 

O contato de pacientes com cães promove o bem-estar, a inclusão social, melhora na ambiência hospitalar, auxilia a coordenação motora dos pacientes e na sensibilização de crianças em relação aos tratamentos, segundo a psicóloga Laís.

O diretor administrativo do HCM, Dr. Antônio Carlos Tonelli Gusson, ressalta que a atividade irá agregar muito ao atendimento humanizado que a Funfarme já oferece.  "Queremos trazer ainda mais dignidade e humanização ao nosso atendimento. A presença dos cães promoverá distração e alívio aos nossos pacientes durante a permanência no hospital", afirmou.

A iniciativa conta com total apoio da diretoria da Fundação, que já avalia ampliá-la para toda instituição. "Os animais têm poder de comover. Tanto que as visitas nem começaram e já nos pediram para estudarmos a possibilidade de serem estendidas ao Hospital de Base e nas outras unidades de nosso complexo hospitalar”, disse Dr. Horácio Ramalho, diretor executivo da Funfarme.

 


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